20/03/2014 às 17h43min - Atualizada em 20/03/2014 às 17h43min

PF deflagra - operação SÃO DOMINGOS

Pedro Juan Caballero, Ponta Porã, Catanduva (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

da - via Portal G1

http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2014/03/policia-federal-deflagra-operacao-contra-trafico-de-drogas-e-armas.html

Uma organização criminosa está usando Catanduva (SP) para armazenar e distribuir "encomendas" de traficantes e bandidos dos morros cariocas. O esquema foi descoberto pela Polícia Federal, depois da prisão de um casal. Desde o início da manhã, 100 agentes estão nas ruas cumprindo mandados de prisão, busca e apreensão nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. A operação, batizada de "São Domingos” é uma referência ao rio que passa por Catanduva, assim como o percurso dos criminosos.

Durante a manhã, uma pessoa foi presa em Rio Preto e em Catanduva, foram cumpridos vários mandados. Em uma loja, um pendrive foi apreendido. Segundo informações da polícia, a organização criminosa atuava no Paraguai, na cidade de Pedro Juan Caballero e no Brasil, em Ponta Porã (MS), Catanduva (SP) e Rio de Janeiro (RJ). As drogas, armas e munições, que entravam no Brasil em carros de passeio e caminhões, seguiam até Catanduva para serem armazenadas e distribuídas aos poucos para o Rio de Janeiro, onde na sequência eram levadas aos morros.

A investigação começou com a prisão de um casal em Catiguá (SP). Segundo informações da polícia, o casal vinha de Ponta Porã transportando 52 kg de cocaína, que seriam deixados em Catanduva.

Durante 10 meses de investigação, foram realizados nove flagrantes, com a prisão de 21 pessoas, sendo apreendidos 6,45 toneladas de maconha, 436 kg de cocaína, 360 munições de fuzil, quatro pistolas de uso restrito e uma escopeta calibre 12.

Os suspeitos serão encaminhados a estabelecimentos prisionais de seus estados, onde ficarão à disposição da Justiça Federal, respondendo pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação ao tráfico e tráfico internacional de armas. As penas variam de 3 a 25 anos de reclusão.

 

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