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Colombianos abandonados no Paraguai após derrota do Atlético Nacional são acusados de furto em MS

Por Isabelly Melo, ge MS

Câmeras de segurança de um estabelecimento. — Foto: Reprodução

Câmeras de segurança de um estabelecimento. — Foto: Reprodução

Após alegar abandono do motorista, que teria sido contratado para realizar o transporte de 23 colombianos de Medelín, na Colômbia, até Assunção, no Paraguai, um homem, que não foi identificado, foi filmado roubando uma loja em Bela Vista (MS).

O caso de abandono foi revelado após um dos integrantes do grupo entrar em um comércio local, no último sábado (17), e roubar uma peça de roupa. A ação foi flagrada pela câmera de segurança do estabelecimento.

O crime

Conforme boletim de ocorrência, após o proprietário do local relatar o acontecido, a Polícia Militar abordou o acusado nas dependências da Casa do Atleta. Questionado se a camiseta que carregava era sua, ele afirmou que sim. Ele foi apresentado na Delegacia de Polícia Civil e identificado como pessoa estrangeira.

Segundo apurado pela PM, o autor chegou na cidade de Bela Vista juntamente com um grupo de 15 pessoas, que estão sob cuidados da prefeitura Municipal.

Abandonados

O grupo, de 23 homens, alega que contratou um ônibus de viagem de Medelín (COL) até Assunção (PAR), para assistir a partida entre Olimpia e Atlético Nacional, pela Libertadores, no dia 8 de junho, e foi abandonado pelo motorista, após a partida, que terminou com derrota do Nacional, time dos viajantes. Ao todo, foram 98 horas de viagem, ou seja, quatro dias para cumprir os 6.382,5 km.

Sem ajuda no Paraguai, a saída, conforme relatado pelo grupo a Secretaria Municipal de Assistência Social de Bela Vista, foi atravessar a fronteira até chegar ao município, que fica a 466km de Assunção. Eles estão na cidade desde o último dia 13 de junho.

A Secretaria disse que os colombianos pediram ajuda com passagens, mas por estarem em situação irregular no Brasil, não é possível emitir as passagens. O setor de imigração orientou o município a dar pouso e alimentação, até que a situação seja resolvida.

Conforme a Assistência Social, ainda não há um prazo para o retorno do grupo, pois alguns estão sendo acusados de cometer furtos em lojas e “arruaça” na cidade.

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