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Escassez de medicamentos no mercado se torna desafio para Antônio João

Licitações desertas e dependência externa agravam a falta de remédios, exigindo medidas efetivas


Desde o início da pandemia de Covid-19, a falta de determinados medicamentos tem se tornado uma questão constante no Brasil, afetando tanto a rede pública, como o Sistema Único de Saúde (SUS), quanto as farmácias particulares. Em Antônio João, o desabastecimento de medicamentos essenciais é um reflexo direto desse problema nacional.

Itens básicos da farmácia básica e da farmácia hospitalar, como Amoxicilina + Clavulanato de potássio, Cefalexina, dipirona e Fosfato de Prednisolona, estão entre os medicamentos em falta na região. O Secretário Municipal de Saúde, Rafael Santos da Rosa, aponta algumas causas para esse desafio, incluindo licitações sem concorrentes, a falta de fornecimento por parte dos laboratórios e a baixa adesão dos fornecedores aos processos licitatórios.

No entanto, a situação vai além desses aspectos. José Lourenço, Presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Mato Grosso do Sul (Cosems/MS), destaca que a escassez de medicamentos não se resume apenas a problemas de licitação ou má gestão. Ele ressalta a necessidade de uma discussão ampla e a busca por soluções abrangentes. Uma das propostas é a busca por maior soberania do Brasil sobre a cadeia de produção, reduzindo a dependência do mercado internacional, afetado pela pandemia e outros conflitos.

A gravidade da situação é evidenciada pelos números. Em alguns municípios, como Antônio João, a licitação pode apresentar centenas de itens sem propostas, o que acaba por prejudicar os gestores e, principalmente, a população que fica desassistida. É importante ressaltar que essa escassez de medicamentos é um desafio nacional e que em Antonio João não há possibilidade de compra direta desses remédios, exigindo uma abordagem responsável no uso dos recursos públicos.

Diante dessa problemática, é necessário analisar cada caso individualmente e buscar soluções criativas e eficazes. A falta de medicamentos impacta diretamente a vida das pessoas, comprometendo seu acesso aos cuidados de saúde. É essencial que as autoridades e gestores trabalhem em conjunto, buscando alternativas e políticas que garantam o abastecimento adequado de medicamentos essenciais para a população de Antônio João.

Com informações Joaz Balbuena Menezes Foto: Luan F. Saldanha*

 

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