Professora de MS que estava em NY no dia 11 de setembro relembra o maior atentado dos EUA: ‘Vi a fumaça das torres gêmeas’

Por Flávio Dias, G1 MS — Campo Grande

Marilyn com a filha, no local onde estava as torres gêmeas, dois anos após os atentados  — Foto: Marilyn Gomes Pael/Arquivo Pessoal

Marilyn com a filha, no local onde estava as torres gêmeas, dois anos após os atentados — Foto: Marilyn Gomes Pael/Arquivo Pessoal

Era uma manhã ensolarada do dia 11 de setembro de 2001 quando o mundo e a professora sul-mato-grossense, Marilyn Gomes Pael, se surpreenderam com o maior ataque das história dos Estados Unidos.

Na época, vivendo há pelo menos dois anos na América, Marilyn relembra 20 anos depois, o dia sombrio dos ataques que foi possível ver da rua da casa onde morava, em Nova York, a cerca de 30 quilômetros de Manhattan, local que estava as torres gêmeas.

“Eu estava assistindo TV quando entrou uma espécie de plantão dizendo que um avião se chocou contra uma das torres do World Trade Center. Naquele momento, não dava para entender se era um acidente ou um atentado”, relembra.

Estudo aponta que o ataque terrorista às Torres Gêmeas em setembro de 2001 teve a cobertura televisiva mais marcante dos últimos 50 anos. — Foto: Marty Lederhandler/AP (arquivo)

Estudo aponta que o ataque terrorista às Torres Gêmeas em setembro de 2001 teve a cobertura televisiva mais marcante dos últimos 50 anos. — Foto: Marty Lederhandler/AP (arquivo)

Ainda de acordo com a professora, na época, o esposo trabalhava no setor da construção civil e como não tinham celular, a única forma de contato era por meio do chefe dele: “Eu fiquei preocupada com o que estava acontecendo naquele momento. Eu comecei a ficar em pânico. Graças a Deus ele estava em outra região e não aconteceu nada com ele”, conta.

Conforme Marilyn, no momento em que a primeira torre caiu, ela e alguns vizinhos foram para a rua, e de lá, era possível ver a grande fumaça que tomava conta da ilha.

“Era uma fuma escura. As pessoas começaram a ficar trêmulas de medo e todos comentavam sobre aquele ataque. Até hoje lembro do dia horrível que pude presenciar nos Estados Unidos”, e ainda acrescentou:

Vista de Manhattan, com a Estátua da Liberdade e as torres gêmeas do World Trade Center  — Foto: AFP

Vista de Manhattan, com a Estátua da Liberdade e as torres gêmeas do World Trade Center — Foto: AFP

“Naquele momento, era muito alto o barulho das serenes da polícia e bombeiros. Todos estavam correndo para o centro de Manhattan. Realmente foi um dia assustador”, recorda.

Conforme Marilyn, logo depois aos atentados, relembra que o medo era visível nas vida dos habitantes de Nova York. Muitos tinham medo de frequentar lugares que tinham bastante concentração de pessoas.

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