17 trabalhadores, incluindo 9 indígenas, são encontrados em situação análoga à escravidão em MS

Por G1MS

Trabalhadores foram encontrados alojados em barracos de lona em fazenda de Porto Murtinho (MS) — Foto: André Kempf/Secretaria de Inspeção do Trabalho

Trabalhadores foram encontrados alojados em barracos de lona em fazenda de Porto Murtinho (MS) — Foto: André Kempf/Secretaria de Inspeção do Trabalho

Um grupo de 17 trabalhadores, sendo 11 brasileiros e seis paraguaios, foram encontrados em situação de trabalho análoga à de escravidão durante operação integrada entre auditores da inspeção do trabalho, Polícia Federal e Polícia Militar Ambiental, em uma fazenda de Porto Murtinho, a 431 km de Campo Grande. Dos brasileiros, 9 são indígenas da etnia Kadiwéu, sendo dois adolescentes, de 14 e 15 anos.

A ação, que foi realizada no dia 15 de dezembro, mas divulgada apenas nesta semana, começou com um acaso, de acordo com Antônio Maria Parron, auditor fiscal da subsecretaria de inspeção do trabalho. “Recebemos de início uma denúncia de cárcere privado. Mas no caminho vimos alguns indígenas na pista, paramos para uma primeira averiguação, e eles nos indicaram onde estavam os barracos de lona onde estavam alojados no meio do mato, enquanto trabalhavam para uma fazenda”, afirma.

Segundo Parron, os trabalhadores estavam morando na fazenda sem banheiro para tomar banho e fazer necessidades fisiológicas e sem água em condição higiênica. Eles ainda estavam com vínculo empregatício na informalidade, sem registro profissional e sem receber Equipamentos de Proteção Individual (EPI) por parte dos contratantes. O auditor fiscal conta que no mesmo dia foi emitida uma notificação para o dono da fazenda paralisar as atividades e os trabalhadores serem retirados do local.

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