Pai peregrinou em delegacia e até necrotério tentando identificar e saber notícias da garota de 19 anos.
Por Ricardo Freitas, G1 MS
A madrugada de sexta-feira (1/6) foi uma das piores na vida de Gilmar Fursts, de 42 anos. O avaliador técnico de logística passou a noite “em claro”, peregrinando entre delegacia e o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), em Campo Grande. Ele foi informado pela polícia que um corpo com características semelhantes a da filha desaparecida tinha sido encontrado.
Gilmar, então, foi a delegacia e depois ao Imol para ver o corpo. “Quando me ligaram e falaram como era a moça morta eu entrei em desespero, do jeito que me disseram, dava impressão que era minha filha por conta das inúmeras semelhanças, sai de casa com o coração na mão”, disse o pai.
Ao chegar no local, Gilmar foi levado até o necrotério e teve dificuldades de fazer o reconhecimento, por conta do estado que o corpo se encontrava. As pistas de que não se tratava da filha dele começaram a aparecer quando foi constatado que a corpo não tinha tatuagens, já que a filha possui duas. A comprovação e o alívio total chegaram com o exame das digitais, que deu negativo. “O exame nos deu nova esperança, a minha filha está viva e a procura por ela continua” , disse Gilmar.
Desaparecimento
Ana Carolina Martins Fursts, de 19 anos, está sendo procurada pela família desde o dia 17 de maio, data em que ela fez o último contato com os parentes por mensagem. Para a mãe, ela teria dito que iria para Ponta Porã, sem dar muitos detalhes. Já para uma tia, informou que iria para São Paulo.
Segundo o pai, a última vez que falou com a filha foi dia 13 de maio, em uma festa que reuniu boa parte da família. Testemunhas contam que Ana estava tranquila, alegre, que inclusive, disse que iria passar uma semana na casa do pai. Ana mora com o namorado, no bairro São Conrado, em Campo Grande.
O namorado informou aos parentes que também não sabe do paradeiro da jovem. Ela trabalhava como promoter de festas.
A família de Ana diz desconhecer qualquer desentendimento ou comportamento anormal da jovem antes do desaparecimento. O pai começou a fazer buscas particulares após registrar o boletim de ocorrência. Ele foi a rodoviária da capital sul mato-grossense e não encontrou nenhum registro de viagem em nome da filha, também ligou e mandou mensagens para amigos da jovem, porém, até o momento não obteve nenhuma informação.

Família está desesperada com o desaparecimento de Ana (Foto: Facebook / Reprodução )




