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Nota a imprensa: Candidato a deputado federal Carlos Bernardo

Na qualidade de advogado do Sr. Carlos Bernardo, candidato a Deputado Federal por Mato Grosso do Sul, e diante das informações divulgadas acerca da operação realizada em propriedade rural de sua titularidade, venho prestar os seguintes esclarecimentos.

Inicialmente, é importante registrar que Carlos Bernardo nega de forma categórica a existência de trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em sua propriedade e manifesta absoluto interesse no completo esclarecimento dos fatos pelas autoridades competentes.

Segundo as informações prestadas por meu cliente, os trabalhadores da propriedade recebem salários que variam entre R$ 2.500,00 e R$ 4.000,00, possuem liberdade para dispor de sua remuneração e contam com alojamentos dotados, inclusive, de quartos climatizados.

Além da remuneração, os trabalhadores recebem gratuitamente alimentação completa, compreendendo café da manhã, almoço, lanche e jantar, circunstância que também deverá ser considerada na análise das condições efetivamente oferecidas na propriedade.

Essas informações constituem elementos relevantes para a adequada compreensão dos fatos e deverão ser analisadas em conjunto com os documentos, depoimentos e demais provas que integrarão o procedimento de apuração.

Em relação às armas localizadas durante a operação, Carlos Bernardo esclarece que não é proprietário do armamento encontrado, afirmando que eventuais armas existentes no local pertencem aos próprios trabalhadores. Essa circunstância deverá ser individualizada e devidamente esclarecida no curso das investigações, não sendo juridicamente adequado atribuir automaticamente ao proprietário rural a titularidade ou responsabilidade por todo objeto encontrado dentro da propriedade.

A defesa também informa que há histórico de conflito trabalhista envolvendo ex-funcionário da propriedade, circunstância que será oportunamente apresentada às autoridades juntamente com todos os documentos pertinentes, permitindo que o contexto dos fatos que antecederam a fiscalização seja integralmente conhecido.

É fundamental destacar que uma operação de fiscalização ou investigação não representa condenação, tampouco autoriza que suspeitas ou informações ainda sujeitas à apuração sejam tratadas perante a sociedade como responsabilidade definitivamente estabelecida.

A Constituição Federal assegura a qualquer cidadão o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência, garantias que assumem especial importância diante da gravidade das acusações divulgadas e de sua evidente repercussão pública.

PERÍODO ELEITORAL EXIGE CAUTELA REDOBRADA

Há, ainda, uma circunstância que não pode ser ignorada: estamos em pleno período eleitoral, a poucos dias das Eleições Gerais de 2026, e Carlos Bernardo é candidato a Deputado Federal por Mato Grosso do Sul.

Os levantamentos eleitorais divulgados recentemente demonstram crescimento de seu nome na disputa eleitoral. No levantamento do Instituto Ranking Brasil divulgado em 12 de setembro, Carlos Bernardo aparece com 1,3% das intenções de voto, enquanto em maio registrava 0,3%, além de figurar entre os primeiros nomes de sua federação.

Pesquisa eleitoral constitui retrato de determinado momento e não representa previsão do resultado das urnas. Entretanto, o crescimento registrado demonstra objetivamente que Carlos Bernardo se encontra inserido de maneira relevante na atual disputa eleitoral.

Nesse contexto, a proximidade das eleições e a repercussão política que informações dessa natureza podem produzir tornam ainda mais necessária a observância da cautela, da responsabilidade e do direito de defesa.

A defesa não pretende, neste momento, antecipar qualquer conclusão sobre eventuais motivações relacionadas à divulgação ou à repercussão dos fatos. Contudo, é inegável que acusações dessa gravidade, quando divulgadas durante o período eleitoral, possuem potencial para repercutir diretamente sobre a imagem de qualquer candidato perante o eleitorado.

Por essa razão, fatos ainda submetidos à investigação não podem ser transformados em condenação pública antecipada, especialmente antes que Carlos Bernardo e sua defesa tenham acesso integral aos elementos colhidos e possam exercer plenamente o contraditório e a ampla defesa.

Carlos Bernardo permanece à inteira disposição das autoridades competentes, colaborará com todos os esclarecimentos necessários e apresentará, pelos meios jurídicos adequados, documentos, informações e demais elementos destinados ao esclarecimento das circunstâncias apontadas.

A defesa confia nas instituições e espera que os fatos sejam examinados com serenidade, imparcialidade e rigor técnico, sem antecipação de culpa e com absoluta preservação das garantias constitucionais asseguradas a qualquer cidadão.

Por fim, reiteramos que Carlos Bernardo repudia qualquer forma de exploração do trabalho humano e reafirma que jamais determinou, autorizou ou consentiu com a submissão de trabalhadores a condições incompatíveis com a dignidade da pessoa humana.

Neste momento, a defesa jurídica adotará todas as providências necessárias para ter acesso integral aos procedimentos instaurados, esclarecer cada uma das circunstâncias apontadas e resguardar os direitos, a honra e a imagem de Carlos Bernardo, inclusive diante de eventuais informações que extrapolem os fatos efetivamente apurados pelas autoridades.

Dr. Alexandre Oliveira
Advogado
OAB/MS n. 18.951

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