Ação da PF em 3 estados mira grupo que ostenta alto padrão de vida e só em 2020 movimentou R$ 20 milhões

Por G1 MS

Um dos locais alvos da PF em Corumbá — Foto: Cristiano Arruda/TV Morena

Um dos locais alvos da PF em Corumbá — Foto: Cristiano Arruda/TV Morena

A Polícia Federal (PF) faz, nesta quinta-feira (29), operação em Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais, para desarticular grupo criminoso que estaria ligado ao tráfico de drogas, contrabando e lavagem de dinheiro, que ostentava alto padrão de vida e só em 2020 movimentou R$ 20 milhões.

De acordo com a PF, o objetivo da ação é cumprir 15 mandados de busca e apreensão em Corumbá, Belo Horizonte e Quinta do Sol (PR). Os mandados foram determinados pela 5ª Vara Federal de Campo Grande.

A ordem judicial determina também o fechamento de quatro empresas ligadas aos suspeitos, bloqueio de dinheiro em contas bancárias, apreensão de quatro imóveis 61 veículos avaliados aproximadamente em R$ 8 milhões.

Segundo as investigações da PF, o grupo criminoso se vale de um complexo esquema de lavagem de dinheiro, o qual envolve o sistema bancário, operadoras de crédito, cheques, compra e venda de veículos, e transações em espécie.

Porta de um dos endereços foi arrombada — Foto: Cristiano Arruda/TV Morena

Porta de um dos endereços foi arrombada — Foto: Cristiano Arruda/TV Morena

As investigações da PF apontaram que os suspeitos usam ‘laranjas’ e empresas de fachadas para ocultação de bens e valores provenientes de diversos crimes como tráfico de drogas e contrabando.

Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de capitais e organização criminosa, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 15 anos de prisão.

O nome da operação é Manon, que é transliteração da palavra hebraica “Mamom”, a qual significa ‘dinheiro’ ou ‘riquezas’. O termo é popular em estudos bíblicos, os quais personificam Mammon como um dos sete príncipes do inferno, associado ao pecado capital da ganância. Segundo a teoria, aqueles que praticam ilícitos com o fim de acumular bens e ostentá-los, a exemplo do que fazem estes investigados, são ditos “servos de Mammon”.

 

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