A empresa ANL Energia Limpa vai assumir o empréstimo de R$ 3,5 milhões feito pela organização para pagar a usina e entregar a obra, de forma gratuita, num prazo de seis meses.
Por José Câmara, g1 MS
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Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro será atendida pela usina. — Foto: Prefeitura de Campo Grande/Divulgação
Após confusão e suspeita de golpe de R$ 3,5 milhões para construção de uma usina fotovoltaica, a empresa ANL Energia Limpa firmou acordo e disse doar o polo de geração de energia sustentável a Arquidiocese de Campo Grande.
Além da doação, o estabelecimento afirmou assumir o empréstimo feito pela organização religiosa que seria utilizado para pagar a usina fotovoltaica. No acordo firmado entre Arquidiocese e empresa, a construção do polo de geração de energia limpa deve ser construído no prazo de seis meses a partir desta quinta-feira (29).
O dono da empresa, Alexandre da Silva, explica que o contrato para a construção da usina estava vigente.
“Nós tínhamos um contrato onde já constava que em caso de atraso de obra, iríamos pagar as parcelas. Tivemos atraso na entrega de equipamentos, os projetos estão prontos, o material comprado e a usina prestes a iniciar. Estamos fazendo o pagamento das parcelas, sendo que a primeira venceu neste mês, não causamos prejuízo nenhum para a Arquidiocese. Pagamos e vamos pagar as parcelas do financiamento, e quitá-lo, concluir a concluir em 6 meses. Estamos doando a usina para a Arquidiocese! Não existe e nunca existiu calote, nem golpe”, comentou Alexandre.
A doação da Usina sempre foi a intenção de nossa empresa, e tendo em vista os fatos mal apurados e divulgados, resolvemos fazê-la já, demonstrando que jamais causaríamos danos e sim gerando um benefício para à Arquidiocese e aos seus fiéis!
Depois da Arquidiocese se manifestar, dois representantes da ANL Energia Limpa vieram para Campo Grande para esclarecer os motivos do atraso da obra e firmar, contratualmente, os acordos.
O empreendimento contratado será suficiente para gerar energia limpa para as igrejas de Sidrolândia, Jaraguari, Bandeiras, Terenos, Corguinho, Rochedo, Ribas do Rio Pardo, Anhaduí (distrito da capital) e Campo Grande.
Entenda o caso
A Arquidiocese de Campo Grande havia informado ter caído em um golpe de R$ 3,5 milhões para a construção de uma usina fotovoltaica que atenderia igrejas de sete cidades e um distrito em Mato Grosso do Sul. Representantes da organização disseram que o contrato e o pagamento integral do empreendimento foi feito há um ano.





