CAMPO GRANDE (MS) – O Taekwondo de Ponta Porã escreveu um capítulo memorável no esporte paralímpico regional. Entre os dias 17 e 19 de abril, os atletas Daniel Benegas Cosme e Rafael Azaff Cordeiro, representantes da academia Redwolf Taekwondo, brilharam no tatame e conquistaram a medalha de ouro na Copa Regional Centro-Oeste, realizada na capital sul-mato-grossense.
O evento, organizado pela Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), é uma das competições mais prestigiadas do calendário nacional. Reuniu cerca de 370 competidores vindos de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. Para Daniel e Rafael, que já ostentam o título de bicampeões estaduais, a vitória no ParaTaekwondo consolida uma trajetória de alto rendimento e superação.
O Poder Transformador do Esporte
O desempenho de gala da dupla é fruto de um trabalho multidisciplinar que une esporte e saúde. Sob o comando do Mestre Paulo Barbosa e da professora Denise Barbosa, da Redwolf, os atletas contam com o suporte fundamental da Clínica Espaço IDE, onde recebem acompanhamento de psicólogos, fisioterapeutas e especialistas em psicomotricidade.
Essa rede de apoio não é por acaso. Estudos acadêmicos e a prática diária demonstram que o Taekwondo é uma ferramenta poderosa para crianças e jovens autistas. Entre os benefícios observados em Daniel e Rafael, destacam-se:
Desenvolvimento Motor: Melhora expressiva na coordenação e equilíbrio.
Autocontrole e Foco: Redução de episódios de ansiedade e aumento da concentração.
Habilidades Sociais: O ambiente da academia promove a interação e a disciplina coletiva.
“A evolução deles no dia a dia é visível. O ouro no peito é o símbolo de um desenvolvimento que vai muito além das medalhas”, afirmam os treinadores.
A Luta Fora dos Tatames: A Busca por Patrocínio
Apesar do currículo vitorioso e do potencial para representar o estado em competições ainda maiores, a equipe enfrenta um adversário comum aos atletas brasileiros: a falta de recursos.
Para manter o ritmo de competições oficiais, o grupo precisa arcar com custos elevados de viagens, taxas de inscrição e a aquisição de equipamentos homologados, exigidos pelas federações internacionais. Atualmente, o projeto sobrevive graças ao apoio vital da Secretaria de Esportes, do Sr. Ângelo Antônio Michelon e da Clínica Espaço IDE.
No entanto, para que Daniel e Rafael continuem levando o nome de Ponta Porã ao topo do pódio, a equipe busca novos parceiros e patrocinadores que acreditem no potencial inclusivo e transformador do ParaTaekwondo.
Com informações Ednilson Vilhalba*





