Aves passam por reabilitação em Clinica Veterinária para serem soltos à natureza

Lile Corrêa*

No passado, era comum avistar grupos de papagaios sobrevoando as matas da região de fronteira de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Porém, as ações humanas, como desmatamento e captura de animais para o comércio ilegal, reduziram drasticamente o número dessas aves, que levou quase à extinção da espécie.

Esta semana a Clinica Veterinária Dr. Marcelo Rezende começou o trabalho de reintrodução de papagaios à natureza. As aves passam por um rigoroso processo de reabilitação, que incluem exames clínicos e laboratoriais, análise genética, além de treinamentos comportamentais que os preparam para a vida na natureza.

Tudo começou no dia 25 de fevereiro de 2017 as 18h, quando a senhora Joana entrou em contato com o médico veterinário Dr. Marcelo Rezende, pedindo ajuda, dizendo que havia uma senhora que estava cuidando um casal de papagaios (Amazona Aestiva), e que estavam recebendo um tratamento inadequado, eram alimentados comendo arroz, após a morte de sua dona há cerca de 5 anos.

Essa cuidadora não estava tendo tempo de cuidar das aves, pois trabalhava e os vizinhos as vezes a ajudavam.

Diante do relato, o Dr. Marcelo Rezende, que é especialista em clinica e cirurgia em animais silvestres, foi até a casa onde se encontravam os animais, na Vila Áurea em Ponta Porã (MS), para averiguar as informações.

De acordo com Dr. Marcelo Rezende “ao chegar na casa, a proprietário nos recebeu e mostrou os animais, que estavam num puleiro, com as asas cortadas e sem alimentação e água, estavam aparentemente abaixo do peso, mas estavam ativos”.

Após a autorização da cuidadora das aves, elas foram entregues ao veterinário para avaliação e cuidados médicos, sendo encaminhados ao Centro Veterinário, onde passaram por exames de sangue que deu anemia e exame radiológico, além de apresentarem hepatomegalia (aumento no tamanho do figado) caracterizado pela alimentação incorreta que os animais vinham recebendo ao longo da vida.

Dr. Marcelo salientou que “os animais ficaram internados por três dias recebendo medicamentos e ração balanceada de boa qualidade. Os animais estão em um viveiro grande num lar temporário, onde serão reabilitados e devolvidos a natureza quando as penas crescerem e eles conseguirem se virar sozinhos, pois precisam aprender a voar e caçar seu próprio alimento, o que pode levar um tempo, devido aos anos preso em cativeiro”.

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