

Lile Corrêa*
A Rádio Líder FM 104,9 de Ponta Porã teve acesso ao relatório de atendimento médico veterinário do cachorro da raça Labrador “Sadan” que foi atropelado por uma moto, fraturando radio e ulna.
O atendimento aconteceu no dia 15 de julho de 2017, por volta das 9h quando deu entrada no Centro Veterinário Dr. Marcelo Rezende em Ponta Porã (MS), um cachorro de nome Sadan, com 1 ano de idade, de cor preta, da raça labrador, de propriedade de Franthiesco, que alegava que seu animal havia sido “atropelado por uma moto na noite anterior e desde então tem dificuldade para apoiar o braço direito”.
O paciente foi atendido pelo médico veterinário especialista em ortopedia e neurocirurgia em pequenos animais Dr. Marcelo Rezende, que suspeitou de uma fratura distal de rádio/ulna no membro anterior direito (mad). Diante da suspeita o paciente foi encaminhado para a sala de radiologia, onde o raio X confirmou que o braço estava quebrado.
Dr. Marcelo Rezende após constatar a fratura apresentada indicou “como tratamento o uso de fixador externo, assim iria fazer uma osteossíntese com fixador externo tipo 2 fechada”.
Foi realizado exames de sangue e o paciente seguiu para a sala de preparação cirúrgica. O paciente foi sedado e realizado a tricotomia, logo depois foi para o Centro Cirúrgico e sob o efeito de anestesia geral foi operado.
Dr. Marcelo mencionou que “os ossos fraturados foram reposicionados manualmente e sem abrir o foco da lesão. Foram inseridos 5 pinos com rosca central, sendo 2 no fragmento distal e 3 no fragmento proximal da fratura. De um lado os pinos foram fixados com barra metálica e do outro lado eles foram fixados com resina acrílica”.
O procedimento cirúrgico durou cerca de 45 minutos e cerca de 25 minutos depois o paciente estava acordado. A seguir 2 horas depois já estava apoiando o membro operado. O paciente recebeu alta no dia seguinte e foi pra casa onde continuará seu tratamento.
Dr. Marcelo salientou que “as fraturas do rádio e da ulna representam de 8,5% a 18% da casuística de fraturas nos cães, constituindo-se o terceiro tipo mais frequente em cães. O prognóstico para cicatrização das fraturas distais do rádio, depende em parte do porte do paciente. O grande problema desse procedimento é o período pós cirúrgico onde será feito curativo diário no local onde entram os pinos na pele. O animal deverá ficar também confinado com restrição na movimentação, pois se começar a correr ou pular pode quebrar os pinos colocados e precisaria de uma nova cirurgia”.







