Com direito a rasantes, revoada de mil andorinhas dá ‘show’ sobre lagoa de Campo Grande

Por Flávio Dias, G1MS — Campo Grande

Uma revoada com cerca de mil andorinhas deixou o céu de Campo Grande ainda mais bonito na tarde deste domingo (21). Voando ao mesmo tempo, como uma dança sob a lagoa Itatiaia, no bairro de mesmo nome, as aves deram um verdadeiro “show”. O flagrante feito pela jornalista Lucimar Lescano, mostra centenas de andorinhas-do-campo e algumas, até ariscam rasantes na água em busca de alimento.

O biólogo e professor do Instituto de Biociências Ecologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Rudi Ricardo Laps, que trabalha também com conservação de aves, explicou que as andorinhas-do-campo, com nome cientifico Progne tapera, estão no final de época reprodutiva, e por conta disso, há uma inclusão de indivíduos jovens no grupo formando grandes revoadas.

As andorinhas-do-campo não costumam formar bandos muito grande. Esse do flagrante é meio excepcional e isso se deve a vários indivíduos que saíram dos ninhos. Esses jovens que agora estão voando com o bando, faz com que a revoada fique cada vez maior”, explicou ao G1.

Com direito a rasantes, revoada de mil andorinhas dá ‘show’ sobre lagoa de Campo Grande. — Foto: Lucimar Lescano/Imagem

Ainda de acordo com Laps, em lagoas que em determinado período do ano tem bastante insetos, essas se tornam local propício de alimentação para essa espécie: “A lagoa Itatiaia se tornou um prato cheio para elas [andorinhas]. É como se fosse um restaurante com comida livre e elas estão simplesmente aproveitando”, reforça.

Conforme o especialista, parte dessas aves realizam movimentos migratórios e podem ser vistas praticamente o ano todo. Elas migram para a Amazônia e podem chegar até ao Panamá, na América Central.

Campos e paisagens abertas são os principais territórios deste passarinho — Foto: Arquivo TG

Campos e paisagens abertas são os principais territórios deste passarinho — Foto: Arquivo TG

“Nós temos registros dessas andorinhas se reproduzindo no sul do Brasil e por estar chegando o inverno, período que diminui a quantidade de insetos, ela vão para Amazônia, no hemisfério norte, onde é quente o tempo todo”, explicou.

 

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