Dagoberto Nogueira se posiciona contra a PEC da Impunidade e recebe reivindicação do movimento de mulheres do seu partido

Câmara deve votar nesta sexta a PEC que muda regras da imunidade parlamentar

Karina Villas Boas*

A Câmara dos Deputados está debatendo a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria novas regras para a imunidade parlamentar e para a prisão de deputados e senadores. O deputado federal, Dagoberto Nogueira, que também é advogado, se manifestou totalmente contrário a ação em suas redes sociais, desde quando o debate iniciou.

Segundo ele isso só favorece um corporativismo desnecessário para o Congresso Nacional. “Como deputado, advogado, não posso ser favorável à PEC, pois isso é apreciação às pressas. Jamais poderíamos aceitar um corporativismo legislativo. Corrupção é corrupção e pronto! Fomos eleitos para sermos representantes do povo e não imunes as leis”, disse ele.

Nesta sexta-feira pela manhã, o parlamentar, recebeu cerca de trinta mulheres do PDT (Partido Democrático Trabalhista) e da sociedade civil organizada, que pediram para o parlamentar manter a postura de dizer não a referida proposta.

De acordo com Kelly Cristina, secretária de movimentos sociais do PDT, um partido progressista não pode ser favorável a tamanha barbaridade e aceitar que se fira a Constituição Brasileira desta forma. “Viemos aqui hoje enfatizar nosso posicionamento ao nosso deputado, pois ele é nosso representante na Casa de Leis. Nós mulheres, mães, trabalhadoras, que estamos sujeitas a legislação vigente não aceitamos imunidade, que na verdade se resulta em impunidade, já vimos muitas barbaridades no Congresso com este atual desgoverno e precisamos reagir sempre que necessário”, ressalta a dirigente.

O deputado finalizou dizendo que a voz das mulheres do seu partido e do movimento social é a mesma das ruas do país todo. “Recebi inúmeras manifestações dos sul-mato-grossenses me pedindo que eu me posicionasse nas redes e na votação, pois assim como eu o povo está cansado destas votações relâmpagos e absurdas. Não se aprova o fim do foro privilegiado, que estamos há anos tentando, mas uma PEC dessa é apresentada relâmpago? Jamais apoiaria algo dessa forma”, concluiu.

Dagoberto disse ainda que a manobra é tentar não votar a PEC que fere a Constituição, pois a maior bancada da Câmara, composta pelos parlamentares do Centrão e muitos dos que apoiam o presidente Bolsonaro está favorável a PEC, portanto é necessário barrar a mesma.

Nesta sexta-feira a PEC caiu da pauta, pois partidos como o PDT e o PSB, se manifestaram contrários a mesma, dessa forma foi montada uma comissão de análise da matéria na Casa de Leis.