

Lile Corrêa*
O médico veterinário Dr. Marcelo Rezende durante o programa Jornal da Líder FM 104,9 de Ponta Porã, na manhã desta quarta-feira (02/8) orientou os ouvintes sobre a doença displasia coxofemural em cães (DCF) que se trata de uma alteração da conexão entre a cabeça do fêmur e o acetábulo (estrutura que liga a pélvis ao fêmur) em animais de grande porte.
De acordo com Dr. Marcelo Rezende “uma doença muito comum nos cães da raça Pastor Alemão, os sinais aparecem dos 4 aos 6 meses de idade, inicialmente como uma manqueira discreta que pode ir se desenvolvendo até que o animal perca a capacidade de se locomover”.
Dr. Marcelo salientou que “sua transmissão é hereditária, recessiva, intermitente e poligênica, ou seja, pode ter vários genes que contribuem para essa alteração. Em associação à hereditariedade, a nutrição, fatores biomecânicos e ambiente que o animal se encontra, podem piorar a condição da displasia. O ambiente a qual me refiro pode ser, por exemplo, o tipo de piso, quanto mais liso, maiores são as chances de o cão escorregar, sofrer um acidente, uma luxação, agravando, assim, o problema”.
Para a realização do diagnóstico, Dr. Marcelo utiliza o exame Radiográfico (Raios-X), sendo este um método seguro diante de alguns cuidados. As articulações coxofemorais de cães que eventualmente desenvolvem displasia são estrutural e funcionalmente normais ao nascimento. O diagnóstico radiográfico pode ser feito, inicialmente, entre seis e nove meses de idade, dependendo da gravidade do caso.



