Porém, como forma de atrair mais investidores para o leilão, a cessão onerosa da Nova Ferroeste será subdividida em cinco contratos, sendo quatro de autorização e um de adesão.
O valor do lance mínimo a ser dado na data do leilão é de R$ 110 milhões. O total obtido será revertido para a atual Ferroeste.
Os trilhos da nova malha ferroviária vão entrar em Mato Grosso do Sul pelo município de Mundo Novo e seguirão pelo estado passando por Eldorado, Iguatemi, Amambai, Caarapó, Dourados e Itaporã, até chegarem a Maracaju, totalizando 333 quilômetros.
Além de Mato Grosso do Sul a Nova Ferrooeste também terá trechos e ramais passando por Santa Catarina e Paraná.
O documento prevê um investimento total de R$ 35,8 bilhões, já incluindo o trecho Cascavel/Chapecó, com obrigação de começar as obras pela ligação entre Cascavel e Paranaguá (contrato de adesão).
O investidor tem sete anos para concluir a construção desta parte da ferrovia, a um custo estimado de R$ 14,5 bilhões – o valor inclui o material rodante.
No trecho sul-mato-grossense o investimento estimado é de R$ 4,7 bilhões.
A apresentação do edital ocorreu em Curitiba (PR).
Conforme o governador paranaense, o projeto da Nova Ferroeste é transformador. “Vai transformar Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. Alias, é um projeto que ajuda o País. É considerado o maior projeto de técnica e qualidade do Brasil e o mais sustentável no mundo, pelos órgãos ambientais. Essa é a garantia de uma logística eficiente para toda nossa produção de grãos e proteína animal que vai alimentar o planeta todo”, comentou.
Parada final da ligação ferroviária, o Porto de Paranaguá é hoje a principal rota de exportação de Mato Grosso do Sul, informou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck.
“Quarenta por cento do total da produção do Estado já vai para Paranaguá por meio do sistema rodoviário”, destacou. Para ele, essa condição viabiliza o trecho sul-mato-grossense de 333 quilômetros no projeto da ferrovia. “Toda essa carga está pronta para entrar em trem, que é mais barato, mais competitivo e dá melhor remuneração ao produtor sul-mato-grossense”.