Além da importância ecológica, esses animais também têm impacto direto na vida humana. Eles ajudam, por exemplo, na polinização de plantas, dispersão de sementes e manutenção de ecossistemas, além de apoiar atividades econômicas sustentáveis, como o ecoturismo.
Estrutura do evento já está definida
COP15 ocorrerá em Campo Grande (MS) entre os dias 23 e 29 de março — Foto: PMCG
A estrutura da conferência em Campo Grande já está praticamente pronta. A chamada Blue Zone, área oficial destinada às delegações internacionais, será instalada no Bosque Expo, no Shopping Bosque dos Ipês.
Outras atividades da COP15 acontecerão em espaços importantes da capital, como:
- Bioparque Pantanal, no Parque das Nações Indígenas
- Casa do Homem Pantaneiro, que foi reformada para receber parte das atividades
- Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, no Parque dos Poderes
O governo do Estado, a prefeitura e o governo federal estão envolvidos na organização da conferência.
Estado mobiliza setores para receber visitantes
Com a expectativa de milhares de visitantes estrangeiros, Mato Grosso do Sul já começou a se preparar para a chegada do público.
Segundo o secretário estadual Jaime Verruck, representantes do setor hoteleiro e de restaurantes foram acionados para ampliar a capacidade de atendimento durante o evento. Companhias aéreas também foram procuradas para avaliar a oferta de voos extras para Campo Grande no período da conferência.
Outra medida prevista é a criação de linhas de ônibus especiais entre o Shopping Bosque dos Ipês, o centro da cidade e regiões com hotéis, facilitando o deslocamento dos participantes.
A Secretaria de Segurança Pública também deverá reforçar o efetivo no aeroporto, nos locais do evento e nas áreas com maior circulação de visitantes.
Pantanal e Bonito devem atrair participantes
A realização da COP15 também deve movimentar o turismo no Estado. A Secretaria de Turismo está articulando com o setor turístico a oferta de roteiros de visitação ao Pantanal e a Bonito para os participantes interessados em conhecer os principais destinos naturais de Mato Grosso do Sul.
Além da visibilidade internacional, a expectativa é que o evento gere impacto positivo no setor de serviços, como hotéis, transporte, alimentação e turismo.
Para o governo estadual, a conferência será uma oportunidade de mostrar a riqueza ambiental da região para o mundo.
“Será um grande momento para Mato Grosso do Sul apresentar o Pantanal para o mundo”, afirmou o secretário Jaime Verruck.
O que é a COP15 e a Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS)
COP15 é um dos maiores eventos ambientais do mundo e vai tratar sobre as espécies migratórias — Foto: Rodrigo Agostinho/Ibama, Instituto Baleia Jubarte, Projeto Tamar
A COP15 é a 15ª edição da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), um tratado ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU). O encontro reúne países de todo o mundo para discutir medidas de proteção a animais que se deslocam entre diferentes regiões do planeta durante o ano.
A CMS foi criada em 1979 com o objetivo de promover a cooperação internacional para preservar espécies migratórias e os ambientes por onde elas passam. Atualmente, 132 países e a União Europeia fazem parte da convenção.
A cada três anos, representantes dos países-membros se reúnem em uma conferência chamada COP (Conferência das Partes). Nesses encontros, os participantes analisam a situação das espécies migratórias no mundo, discutem ameaças à biodiversidade e definem ações para melhorar a proteção desses animais.
Entre as decisões que podem ser tomadas durante a conferência estão a atualização das listas de espécies ameaçadas, a aprovação de planos de conservação, a criação de ações coordenadas entre países e a definição do orçamento para os próximos anos.
Durante a COP15, também serão avaliadas propostas para incluir novas espécies nas listas de proteção da convenção e analisados relatórios sobre as ações realizadas pelos países para preservar animais migratórios e seus habitats.
O tema da conferência em 2026 é “Conectando a Natureza para Sustentar a Vida”, destacando a importância de proteger não apenas os destinos finais das espécies, mas também as rotas migratórias e os locais de parada, fundamentais para a sobrevivência desses animais.