Durante atendimento, policial identificou que vítima pedia socorro e conduziu a ligação com codificações que permitiram ao batalhão da PM chegar até o agressor.
A mulher vítima de violência doméstica que foi socorrida pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), após ligar para o 190 e pedir “dipirona” (ouça áudio acima), voltou a entrar em contato com a corporação dias depois para agradecer o pedido de socorro. O caso aconteceu em Campo Grande e ganhou repercussão nesta terça-feira (6).
“Eu liguei para agradecer. O dia que eu liguei aí que vocês me atenderam e foi um atendimento muito rápido”, disse a vítima.
A PM não informou quanto tempo depois do socorro a ligação de agradecimento foi feita. Ao g1, um integrante da polícia destacou que o resgate e a gratidão da mulher marcaram a equipe.
“Dias depois, aquela voz retornou. Não para pedir ajuda, mas para agradecer. O socorro chegou a tempo. Sempre que conseguimos impedir e trazer um alívio para as vítimas e a família, é extremamente gratificante”, disse um integrante da corporação.
Pedido de socorro
Durante a ligação para denunciar a violência, o policial identificou que a solicitação do remédio era, na verdade, um pedido de socorro. O agente passou a fazer perguntas codificadas para saber quem era o agressor e o nível da violência.
- – “A senhora confirma aí, se for positivo a informação, a senhora fala dipirona novamente. É seu marido?”, questiona o policial.
- – “Sim, é a dipirona, sim”, respondeu a vítima.
- – “Agora fala a intensidade da agressividade aí, a senhora miligramas, 10 miligramas, 20 miligramas ou 30 miligramas. Qual é a intensidade da agressividade dele?”, perguntou o PM.
- – “30”, finalizou a vítima
A mulher foi encontrada sem ferimentos graves e o agressor acabou preso.
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Mulher que fingiu pedir dipirona para denunciar agressões ligou dias depois para agradecer policiais em MS. — Foto: Reprodução




