
Ponte da Amizade. Imagem de arquivo meramente ilustrativa. Foto: Marcos Labanca/H2FOZ/Arquivo
Na manhã de quarta-feira, 12, havia filas de mais de 9 km de caminhões que pretendem entrar no Brasil.
Quem foi a Ciudad Del Leste no Paraguai de carro levou pelo menos três horas voltar a Foz do Iguaçu, informou o H2FOZ.
Só os caminhões carregados, segundo o jornal La Clave, ocuparam 9 km da rodovia de acesso à Ponte de Amizade, no lado paraguaio, por causa da operação-padrão dos funcionários da Receita Federal e Anvisa.
No Porto Seco, onde é feito o desembaraço de cargas importadas e exportadas, há centenas de caminhões no aguardo da liberação.
Em Ponta Porã na tarde desta sexta-feira, dia 14/01 imagens de caminhões parados formando fila dos dois lados da fronteira mostra como está a “operação padrão”.

MAIS ADESÕES
Na terça-feira, analistas-tributários da Receita Federal aprovaram, em assembleia, operação-padrão em todas as áreas e entrega de todos os cargos em comissão e funções de chefia no órgão, como noticia o Jornal do Brasil.
A operação-padrão não será aplicada no controle de bagagens e na fiscalizaçãoe controle aduaneiro relacionadas a medicamentos e insumos médicos e hospitalares, cargas vivas e perecíveis.
As manifestações dos funcionários da Receita, explica o JB, começaram em protesto contra o governo federal, porque consideram que está ocorrendo um “desmonte” do órgão, o que afetará a sociedade brasileira e trará impactos à segurança pública, ao sigilo dos contribuintes à arrecadação de recursos para a sociedade e para a economia do país que já enfrenta um grave cenário de crise fiscal.
O auge das queixas foi quando a Comissão Mista do Orçamento do Congresso Nacional cortou R$ 1,182 bilhão da Receita Federal.
O corte incluiu R$ 675 milhões que seriam destinados para a gestão das soluções informatizadas da Receita Federal, como os softwares que fazem a arrecadação e administração do Imposto de Renda. A previsão de orçamento somente para essa finalidade era de R$ 1,311 bilhão.




