Data é celebrada na véspera de Santo Antônio, o ‘santo casamenteiro’, mas por razão de marketing
Por O GLOBO — Rio de Janeiro
Jantar romântico no Dia dos Namorados — Foto: Pixabay
Enfim é 12 de junho, o Dia dos Namorados, quando os casais aproveitam para ficar mais juntinhos, sair para jantar em um lugar especial, ir ao cinema e curtir a dois. No Brasil, a data é celebrada na véspera da festa de Santo Antônio, lembrado na tradição católica como o casamenteiro — diferente de boa parte do mundo, que comemora no Dia de São Valentim, em 14 de fevereiro. Essa diferença, na verdade, trata-se de uma jogada comercial e de marketing.
A criação desta data é atribuída ao publicitário João Dória, pai do ex-governador de São Paulo, João Dória Jr. Na década de 1940, ele trabalhava na Standart Propaganda, contratada pela loja de departamentos Exposição e precisava alavancar as vendas neste período do ano, considerado “fraco” pelo varejo até então.
Anúncio de página inteira no GLOBO de 9 de junho de 1949 para o Dia dos Namorados — Foto: Acervo O Globo
Veio, então, a ideia do “Valentine’s day” americano em junho, próximo ao dia de Santo Antônio (13 de junho), tradicionalmente conhecido como o “santo casamenteiro”. O primeiro dia dos namorados no Brasil, portanto, acontece no dia 12 de junho de 1949, sob um forte esquema de propaganda, que incentivava casais a trocarem presentes. O slogan criado pela equipe de Dória era “Nem só com beijos se prova o amor”, e a moda pegou, colocando a data, definitivamente, no calendário nacional.
Anúncio de página inteira no GLOBO de 10 de junho de 1949 para o Dia dos Namorados — Foto: Acervo O Globo




