Prefeitura emite comunicado sobre “fungo negro”


Prefeito Municipal – Agnaldo Marcelo Da Silva Oliveira Secretário Municipal de Saúde: Cezar Soares Filho
APRESENTAÇÃO
A Comunicação de risco tem como objetivo, apoiar na divulgação rápida e eficaz de conhecimentos às populações, parceiros e partes intervenientes, permitindo o manejo adequado das informações disponíveis, possibilitando uma tomada de decisão subsidiada e assertiva, permitindo uma capacidade de resposta à emergência saúde pública.
INTRODUÇÃO
Foi informado pela imprensa do Mato Grosso do Sul, que a República do Paraguai detectou dois casos suspeitos de “fungo negro”, que ataca pessoas com Covid – 19. Os médicos relacionam os eventos à baixa imunidade de pessoas doentes pelo coronavírus. Ainda segundo a matéria jornalística, estudo feito em 2017 por acadêmicos de dermatologia do Paraguai, o fungo negro existe há muito tempo naquele país – que tem 1.100 km de fronteira com Mato Grosso do Sul. Em sua rede social, a dermatologista paraguaia Ana Cláudia Rivas disse que em pessoas com imunidade alta, o fungo não causa qualquer lesão, mas pode ser fatal em pacientes diabéticos, com câncer ou transplantados que usam corticoides. Segundo ela, o fungo negro passou a ser relacionado com a covid19 porque muitas pessoas infectadas pelo vírus usam corticoides por tempo prolongado, causando aumento da glicemia e baixa imunidade (Por Hélio de Freitas, de Dourados | 27/05/2021. Credito: Campo Grande News)

CASOS SUSPEITOS
Os dois primeiros pacientes paraguaios suspeitos de infecção com o fungo negro, foram uma mulher de Coronel Oviedo e um homem da capital Asunción. Os dois têm diabetes. A mulher apresentou infecção na boca e o homem no pulmão. As duas cidades ficam a 454 e 516 km de Antonio João (MS), respectivamente.
MEDIDAS ADOTADAS PELO CIEVS DE PONTA PORÃ – MS
Com o apoio da Vigilância Epidemiológica local, foi feito contato telefônico com a Vigilância Epidemiológica de Pedro Juan Caballero no Paraguai, cidade fronteiriça, para averiguar a veracidade do fato. Foi informado que existe suspeita, mas não há ainda confirmação dos casos. Mesmo assim, o CIEVS elaborou um informe técnico encaminhado para os profissionais da rede de assistência à saúde do município de Ponta Porã – MS, com o objetivo de possibilitar o alerta epidemiológico para esta doença, O informe técnico trata do fungo Rhizopus spp, conhecido como fungo negro, causador da Mucormicose; constam informações sobre os sintomas, quais as formas clinicas de mucormicose ele é capaz de produzir e qual o tratamento recomendado. Destacou-se ainda os danos graves e algumas especificidades sobre a ocorrência do fungo em pacientes com Covid19. Encaminhou-se ainda informações sobre a situação epidemiológica da ocorrência de casos que se tem notícias, no Uruguai e na Índia.
Características da doença
A mucormicose é uma doença infecciosa causada pelo fungo Rhizopus spp., conhecido como fungo negro, que pode ser encontrado naturalmente no ambiente, principalmente em vegetações, solo, frutos e em produtos em decomposição, podendo levar ao aparecimento de sintomas após esporos desse fungo serem inalados.
Os sintomas de mucormicose são mais frequentes em pessoas que possuem o sistema imunológico mais comprometido, podendo variar de acordo com o estado geral do sistema imunológico da pessoa e do órgão que foi atingido pelo

fungo, isso porque, após inalado, pode ficar restrito ao nariz ou se deslocar para outros órgãos, como olhos, pulmões, pele e cérebro. Pode ser observada dor de cabeça, febre, secreção nos olhos e no nariz vermelhidão no rosto e, nos casos mais graves em que o fungo atinge o cérebro, pode também haver convulsões e perda de consciência.
O diagnóstico da mucormicose é feito por um clínico geral ou infectologista através da tomografia computadorizada e cultura de fungos; o tratamento normalmente é feito com o uso de medicamentos antifúngicos injetáveis ou de via oral, como a Anfotericina B.
Fonte: https://www.tuasaude.com/mucormicose/
RELATOS DE OCORRÊNCIA DE CASOS EM OUTROS PAÍSES
Fungo negro: Uruguai tem caso de mucormicose confirmado em paciente com Covid – 19
Um homem de 50 anos que se recuperou da covid-19 foi infectado com o fungo negro, que causa a mucormicose, informou o jornal uruguaio El País na quartafeira (26/5). Segundo o jornal, o infectologista que atende o paciente, Henry Albornoz, indicou que o indivíduo, que também sofre de diabetes, começou a apresentar sinais de infecção por fungos cerca de 10 dias após ter se curado da covid-19. O paciente, que havia sido internado na capital Montevidéu, fez exames laboratoriais que confirmaram a infecção com mucormicose, afirma o El País. Albornoz ressaltou, entretanto, que não é possível especificar se esse é o primeiro caso no Uruguai porque a mucormicose não é relatada como um evento exclusivo de pacientes com covid-19. “O
importante não é a identificação de um caso, mas o aviso de que o desgaste imunológico causado pela covid-19 pode
deixar um terreno fértil para outras infecções”, disse Albornoz ao El País.

mucormicose não é contagiosa entre pessoas ou animais.
Na Índia:
O contágio na Índia pode ser expresso pelo número crescente de casos, com foi notificado em todo o país, chegando a mais de 8,8 mil na última semana. “J estamos vendo dois ou três casos por semana aqui. É um pesadelo dentro d uma pandemia”, diz Renuka Bradoo, do Hospital Sion, em Mumbai. Conselh Indiano de Pesquisa Médica e o Ministério da Saúde conclamam a população manter a higiene pessoal e doenças como diabetes sob controle. Eles també foram aconselhados a usar sapatos, calças compridas, camisas de manga compridas e luvas ao manusearem sujeira, musgo ou esterco para evitar exposição ao fungo.
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-57277624)

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