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Rebeca Andrade e a tática de esconder o jogo: “Melhor surpreender aqui”

Por João Gabriel Rodrigues — Tóquio, Japão

Nas redes sociais, a dúvida era constante. Torcida e imprensa se perguntavam quais seriam os saltos que Rebeca Andrade daria em busca de uma medalha em Tóquio. Diante do histórico recente de lesões a caminho das Olimpíadas, questionavam se a ginasta se pouparia por uma exibição mais segura. Ela, porém, em nenhum momento teve dúvidas. Na final, fez os saltos que queria, um Cheng e um Amanar, e garantiu o ouro inédito.

Rebeca diz que evitou anunciar os saltos por uma questão de estratégia. Queria impressionar os juízes durante a final. Deu certo.

Rebeca Andrade voa no salto que valeu medalha de ouro na ginástica — Foto: Maja Hitij/Getty Images

Rebeca Andrade voa no salto que valeu medalha de ouro na ginástica — Foto: Maja Hitij/Getty Images

– Eu pensei em usar todas as cartas que eu tinha. Eu saltei uma dupla e meia, que as pessoas achavam que eu não saltaria. Por conta do joelho. Mas eu treinei muito, eu estava preparada. Se eu ficasse pensando isso, eu não faria mais ginástica. Eu estava bem, preparada. Estava pronta para fazer, fui lá e fiz. Com o Cheng, eu estava treinada. Não colocava na internet porque é muito melhor surpreender aqui, com todo mundo vendo, do que eu falar na internet. Acho muito mais gostoso de curtir. Usar tudo o que a gente tinha foi uma decisão muito fácil – disse.

Rebeca tem a chance de fazer ainda mais história nesta segunda-feira. A ginasta de 22 anos vai se apresentar no solo, mais uma vez com o “Baile de Favela”. Depois de um passo em falso fora do solo na apresentação do individual geral, a ginasta tenta não se pressionar na busca por mais um ouro.

Rebeca Andrade medalha ouro salto Olimpíadas Tóquio — Foto: Laurence Griffiths/Getty Images

Rebeca Andrade medalha ouro salto Olimpíadas Tóquio — Foto: Laurence Griffiths/Getty Images

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