Pesquisa nacional mostra que negócio ilegal movimentou mais de R$ 710 milhões no Estado em 2020.
Por Marta Ferreira, G1MS
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Carreta carregada com cigarros apreendida em MS em 2020 — Foto: PRF/Divulgação
Somente em 2020 o contrabando de cigarro causou um prejuízo de R$ 272 milhões a Mato Grosso do Sul em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que deixou de ser arrecadado. O cálculo é de levantamento do Ibope/Ipec divulgado nesta quarta-feira (25).
Segundo o estudo, 88% dos materiais apreendidos no estado no ano passado foram cigarros. Frente a 2019, houve um aumento de 17% nas ocorrências. Foram mais de 56,8 milhões de maços de cigarros apreendidos, conforme o Ibope/Ipec.
“Com mais de 1,5 mil quilômetros de fronteiras, sendo a maior parte com o Paraguai, o Mato Grosso do Sul tem o seu mercado de cigarros abastecido principalmente com o contrabando do país vizinho, responsável por 84% das vendas de cigarro no Estado”, define o instituto.
Outros 2% dos produtos, revela o trabalho, são fornecidos por fabricantes nacionais que sonegam impostos e classificados de “devedores contumazes”.
A movimentação calculada com o produto ilegal chega a R$ 710 milhões no estado, dos quais R$ 272 milhões se devem apenas ao ICMS não arrecadado. O tributo é uma das principais fontes de receitas do estado.
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Pesquisa nacional mostra que negócio ilegal movimentou mais de R$ 710 milhões no Estado em 2020. — Foto: Ibope/Ipec




