Segundo a Receita, investigados não pagavam pela importação de produtos, recebiam notas fiscais de empresas fictícias e pagavam aos fornecedores com boletos. O dinheiro da venda era investido em bens, com ‘divulgação’ na web.
Por G1 MS
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Loja que vendia produtos contrabandeados é um dos endereços da operação — Foto: PF/Divulgação
Um grupo que ostenta nas redes sociais com dinheiro adquirido com a venda de produtos contrabandeados é alvo de operação da Polícia Federal (PF) e da Receita Federal, nesta quarta-feira (26), em Campo Grande e Chapadão do Sul.
Segundo a Receita, os investigados não pagavam pela importação de produtos de alto valor, recebiam notas fiscais de empresas fictícias com sócios ‘laranjas’ e pagavam aos fornecedores com boletos. Essas notas eram emitidas para dar aparência de legalidade às aquisições estrangeiras.
Conforme a Receita, a empresa que vendia os produtos contrabandeados tinha clientes famosos nacionalmente e usava o dinheiro para compra de bens de luxo.
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PF e Receita fazem apreensão de material que seria dos investigados — Foto: PF/Divulgação
A operação realizada hoje é a segunda fase da realizada em 21 de dezembro de 2020 e leva o nome de Harpócrates. O objetivo é prender uma pessoa, cumprir 14 mandados de busca e apreensão, apreender dois imóveis, três veículos e valores eventualmente existentes em contas bancárias de quatro investigados.
Entre os locais de cumprimento de mandados judiciais estão uma loja em um shopping, um condomínio residencial e classe média e um prédio de luxo, em Campo Grande.
O nome da operação faz referência ao deus do silêncio e do segredo, o que contrasta com a ostentação dos investigados.
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Prédio de luxo é um dos endereços alvos da operação — Foto: PF/Divulgação





