Relatório do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado revela que a jornalista teve sua intimidade exposta pelo ex-companheiro, Caio Nascimento, além de sofrer perseguição e violência psicológica.
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Investigação revela que Vanessa Ricarte era monitorada de forma constante por Caio Nascimento. — Foto: Reprodução
Um relatório do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), elaborado a partir da quebra de sigilo dos dispositivos eletrônicos de Caio Nascimento, revelou que a jornalista Vanessa Ricarte foi vítima de perseguição e violência psicológica pelo ex-companheiro. De acordo com os investigadores, Vanessa enfrentou “tormentosos últimos dias de vida”.
Segundo o relatório, desde o início de 2025, Caio adotou uma rotina de perseguição, com comportamentos invasivos que violavam a liberdade e a privacidade de Vanessa, tanto presencialmente quanto de forma virtual.
Registros telefônicos indicam que Caio obrigava a jornalista a compartilhar sua localização em tempo real, inclusive durante o expediente. Quando não conseguia rastrear onde ela estava, utilizava recursos no celular para monitorar seus movimentos.
A investigação também revelou que ele acessou, monitorou e alterou senhas de contas de e-mail da vítima, em uma tentativa de controlar sua rotina. Além disso, Caio vigiava os contatos profissionais e amizades de Vanessa, exigindo explicações constantes. Em diversos momentos, ele a ofendia e, em seguida, pedia perdão, demonstrando aparente arrependimento.
Série de violências
No dia 23 de janeiro, por exemplo, Caio enviou mensagens afirmando que “melhoraria seu comportamento” e pediu desculpas. Para o Ministério Público, a atitude representa uma tentativa de justificar ou minimizar comportamentos agressivos anteriores — padrão que se repetiu em outras mensagens.
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Mensagem de desculpas enviada por Caio no dia 23 de janeiro. — Foto: Reprodução
No dia seguinte, ele passou a exigir explicações sobre pessoas que apareciam como sugestões de amizade em um aplicativo de rede social. Vanessa respondeu que não conhecia aquelas pessoas e desconhecia a origem das sugestões.
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Mesmo após pedido de desculpas, o relatório aponta que Caio continuou exercendo controle sobre a vítima. — Foto: Reprodução

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