Exército e Marinha “fecham” a fronteira com a Bolívia em Corumbá

Forças Armadas estão apoiando forças de segurança pública contra crimes como tráfico de drogas e contrabando
Silvio Andrade*

Exército e Marinha desencadearam segunda-feira nas fronteiras de Corumbá com a Bolívia e o Paraguai a Operação Ágata, uma ação terrestre e fluvial de combate aos delitos transfronteiriços e ambientais em apoio aos órgãos de segurança e agências de fiscalização que atuam na região. Tráfico de drogas, descaminhos e roubos de carros lideram a criminalidade local.

As poucas alternativas de acesso terrestre à fronteira, partindo de Campo Grande e outros centros, fazem com que as organizações criminosas criem rotas por lugares ermo para escapar da fiscalização. Uma dessas rotas é a MS-228, de Rio Negro a Corumbá, onde traficantes e ladrões de carros desafiam cruzar o Pantanal por uma estrada de 332 km, arenosa e alagada.

Uma das barreiras da operação foi montada pelo Exército justamente na MS-228, no lugar chamado de Curva do Leque, distante 60 km de Corumbá e entroncamento com a MS-184. As duas vias formam a Estrada-Parque, região de turismo de contemplação e produção bovina. Outra barreira está instalada no “Buraco da Piranha”, trevo da BR-262 com a MS-184, a 120 km da cidade.

A Operação Ágata é coordenada pelo Ministério da Defesa e executada pelo Exército (18ª Brigada de Infantaria de Fronteira) e Marinha, que tem um distrito naval em Ladário, cidade vizinha a Corumbá. O Exército atua também no Posto Esdras, acesso da fronteira entre Brasil e Bolívia, enquanto a Marinha patrulha o Rio Paraguai e seus afluentes, até a divisa com Mato Grosso.

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