Ministério Público de SP faz operação contra facção criminosa

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Por Bruno Tavares, TV Globo — São Paulo

O Ministério Público de São Paulo realiza, na manhã desta segunda-feira (14), uma operação contra o PCC, facção que atua dentro e fora dos presídios do país.

Ao todo, são cumpridos 12 mandados de prisão para suspeitos que estão nas ruas, e cerca de 50 mandados de busca e apreensão, todos no estado de São Paulo.

Segundo o Ministério Público, o objetivo da operação é a prisão dos criminosos que assumiram o controle da facção, depois que os principais chefes foram transferidos para presídios federais, em fevereiro de 2019.

Os investigadores apontam que o atual comando seria composto por 21 pessoas. Alvos foram identificados vivendo na Bolívia, no Paraguai e até na África.

“Alguns alvos estão foragidos, possivelmente no Paraguai e na Bolívia, ou até mesmo na Africa, mas a importância foi reunir provas contra esses elementos, conseguir as prisões temporárias. É a operação hoje considerada mais importante depois da remoção da liderança”, disse o promotor Lincoln Gakyia, um dos responsáveis pela investigação.

A operação também tem como alvo a prisão dos homens que teriam sido encarregados por Marco Williams Herbas Camacho, o Marcola, para executar Gakyia. O promotor foi responsável pelo pedido de transferência dos chefes do PCC para presídios federais.

Na semana passada, Departamento Penitenciário Nacional voltou a encaminhar um relatório de inteligência ao MP paulista dizendo que Marcola insiste no plano de assassinar Gakyia. Marcola teria ameaçado matar os criminosos que não conseguissem cumprir essa ordem.

Além das prisões, a operação tenta desarticular um esquema de lavagem de dinheiro feito por meio de dólar cabo no Paraguai e na Bolívia.

De acordo com o MP, planilhas apreendidas pelos investigadores apontam que a facção movimenta cerca de R$ 100 milhões por ano, principalmente com tráfico de drogas e arrecadação de valores de seus integrantes.

A operação é comandada por uma força-tarefa formada por oito promotores de Justiça de diferentes regiões do Estado, com apoio de policiais militares da Rota.

Os presos e os objetos apreendidos devem ser levados para a sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), no Centro da capital paulista, mas devem ser transferidos para presídios de segurança máxima na região de Presidente Prudente (CRP de Presidente Bernardes e Penitenciária 2 de Presidente Venceslau) ainda nesta segunda.

Histórico

Segundo o Ministério Público, a investigação começou em 2018, após a prisão do homem responsável pelo setor financeiro da facção.


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